domingo, 28 de agosto de 2011

Antiga residência em Osasco

Reconstrução da fachada de uma antiga residência que existiu em Osasco.  Situava-se na Rua Dona Primitiva Vianco, próxima da Estação Osasco.
Serviu durante alguns anos como sede da Matriz Provisória de Santo Antonio, posteriormente como residência e por fim, posto de gasolina, foi demolida nos anos 60.
Trabalho de José Luiz Alves de Oliveira

terça-feira, 19 de julho de 2011

Vila Osasco

A ser lançado em 2012, para comemorar os cinquenta anos da cidade, contém inúmeras ilustrações e texto. 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Andor de Sto. Antonio - 1997


Essa é uma foto rara do andor de Sto. Antonio, padroeiro de Osasco. Estava faltando meia hora para a procissão sair e fui no prédio da Cúria, aproveitei e fiz essessa tomada.
È praticamente a mesma imagem doada em 1919, mas há uma diferença, foi repintada... 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Moradores da Vila Osasco

“Moradores da Vila Osasco”


A fábrica de papéis de Narciso Sturlini


     Narciso Sturlini nasceu em 1855, em Uzzano, Itália. Desembarcou em Santos no dia 17 de março de 1888, acompanhado de sua mulher Mariana e de três filhos menores. Artesão especializado, queria instalar no Brasil uma industria de papelão. Pouco mais de um ano de sua chegada, veio para Osasco com a família, onde adquiriu um de terra de Antonio Agu. Com um capital inicial de 800 mil reis, deu inicio a tarefa, fabricando os tijolos de que precisava, construir o edifício, galpões para a fabrica, abrindo estradas provendo meios de locomoção, instalando caldeiras de vapor para gerar a força motriz, montado peça, a primeira maquina de fabricar papel e papelão da América do Sul. Estava fundada a fabrica Cartieira.
     Em 1889, o local já congregava uma centena de famílias, na maioria de origem italiana, que Sturlini convocara ao redor de si. Nesta época a fábrica mantida um armazém de abastecimento e uma escola para a alfabetização de operários e de seus filhos. A própria r. da Carteira, atual Narciso Sturlini, foi aberta por ele, a fim de transportar as mercadorias até o local de embarque.
     Ao ser inaugurada a fábrica, a sua produção era de cerca de 100 kg. Mais tarde, visando a ampliação da industria, admitiu como sócio Nicola Matarazzo, em 1906. A nova sociedade passou a controlar as fábricas de papel de Salto de Itú, Mendes e Tijuca (R.J.). Sob a gerência do filho Alfredo, iniciou-se em São Paulo a fabricação de caixas de papelão. Em 1910 foi decidida a transformação da empresa em sociedade anônima, surgindo então a companhia Paulista de Papéis e Cartonagens. Alguns anos depois, Narciso Sturlini, com a saúde combalida pensou voltar a Itália, mas a morte o surpreendeu antes que pudesse realizar o seu intento. Narciso Sturlini faleceu em 1918.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Preservação

Preservação




Na atualidade a preservação de um determinado bem cultural, tem sido um tema recorrente, principalmente quando se refere ao patrimônio histórico de uma cidade.

Existe ainda a preocupação de impedir a descaracterização e a degradação da cidade, mas não há um consenso em relação de critérios para a preservação de monumentos.

Consciência para a preservação do patrimônio histórico é algo recente.

No passado havia soluções, criativas. Edifícios residenciais e eclesiasticos, praças, monumentos, conservavam-se, o “resto” era demolido ou reformado.

Hoje busca-se a manutenção do conteúdo histórico, órgãos que defendem o patrimônio são mal vistos, tornaram-se vilões, trazendo empecilhos para a realização de projetos arquitetônicos que mudariam as feições conhecidas. Dá-se a impressão de que a função desse órgão é meramente punitiva. E ainda as crenças de que é mais fácil construir um imóvel irregular e depois aprova-lo, e não submeter-se as exigências preservacionistas.

Mas que medida adotar? Falta de legislação, processos contra infratores a recuperar os espaços depredados.

E quanto a falta de preparo de técnicos para estabelecer critérios, realizar intervenções e orientar quanto o uso de espaços preservados; ausência de esclarecimento de moradores, inexistência de opinião pública, talvez a associação de vários fatores...

Mas o aspecto mais grave é a questão “morador x moradia”, contradição entre o antigo e o contemporâneo, não há mais a existência do linguajar italiano, as vilas operárias, as primeiras atividades comerciais do inicio do século 20, a velha estação de trens, a igreja matriz, porque então preservar o que se julga como antigo?

É óbvio que os moradores tem que se adaptar a vivência histórica e a preservação da memória, e não fazer adaptações que descaracterizam a idéia original, manter uma atitude educativa para a valorização do patrimônio e, incentivar a preservação da memória regional.

É digno de nota, de que os moradores de uma cidade em permanente construção, devam criar alternativas para minimizar os efeitos que a vida moderna pode ter no conjunto arquitetônicos das cidades e proporcionar idéias para garantir a manutenção do estado original, descontos apoio técnico, planejamento de intervenções etc.

Os órgãos competentes devem instituir uma parceria educativa, em que a preservação represente a manutenção das origens de história local, além de movimentos de riqueza, através do turismo que proporciona uma significativa melhora na qualidade de vida.

Oportunamente outros segmentos e empresas também poderão participar dessa parceria, seja em projetos de restauração ou revitalização de monumentos.

Em síntese, a manutenção de um determinado acervo histórico se efetiva através da união entre o poder público, a iniciativa privada e a população local, desde que sintam-se responsáveis pela preservação do patrimônio, havendo iniciativa, fiscalização e apoio.

Sendo assim, será possível restaurar e revitalizar o patrimônio em outras diferentes áreas, depositárias de novas memórias e desejo de aprender com o passado, para através deste planejar a construção de um futuro melhor.









sexta-feira, 18 de março de 2011

A responsabilidade pelo Patrimônio Cultural.

A responsabilidade pelo Patrimônio Cultural.

     A palavra cultura pode ser definida por Ferreira (2004) como sendo o complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições, das manifestações artísticas, intelectuais, etc, transmitidos coletivamente e típicos de uma sociedade.
     Cultura é toda produção ou manifestação voluntária, individual ou coletiva, que vise com sua comunicação à ampliação do conhecimento (racional e /ou sensível) através de uma elaboração artística, de um pensamento ou de uma pesquisa científica (FEIJÓ, 1983).
     A responsabilidade pelo Patrimônio cultural é de todos nós, seja na comunidade, na cidade, na região ou na nação e devemos cuidar para que ela seja preservada como uma herança para futuras gerações. No que tange ao patrimônio cultural, muitas vezes é relegado a um segundo plano em sua conservação, seja por desleixo, falta de conhecimento, de interesse ou de aporte financeiro pelos que ocupam cargos no poder público.
     Esta conservação ocorre na maioria das vezes por pressão de uma comunidade que sabe do valor e da representatividade deste patrimônio, conseguindo que se realizem obras ou intervenções para sua preservação, quase sempre bancadas financeiramente pela iniciativa privada que, por sua vez, obtém incentivos fiscais, e a vinculação da sua imagem junto à comunidade pela divulgação nos diferentes meios de comunicação.
     A questão do patrimônio cultural (histórico, artístico, arquitetônico e ambiental) deve ser levada a sério em todas as esferas (municipal, estadual e federal), e o cidadão deve se conscientizar de que o patrimônio tem de ser integrado no dia a dia de todos, com as demandas e necessidades de uma cidade, não como uma lembrança isolada de um tempo passado, mas sim fazendo parte ativamente da vida coletiva.
     Todo os assuntos de interesse de uma cidade devem ser discutidos pela comunidade e pelos seus representantes das administrações públicas, pois juntos podem compartilhar decisões que levam a aprimorar um planejamento urbano e valorizar o seu patrimônio cultural.
     Neste processo de proteção do patrimônio cultural devem ser consideradas tendências, forças e oportunidades, franquezas e ameaças e propor condições que fortaleçam os pontos positivos e que os negativos sejam amenizados ou solucionados.
     As considerações devem priorizar projetos concretos e realistas, que levem em consideração questões técnicas, institucionais, financeiras, soluções duradouras e abrangentes, e incorporar às ações de preservação atividades relacionadas à educação patrimonial.
     “Carregados de uma mensagem espiritual do passado, as obras monumentais dos povos são, na vida presente, o testemunho vivo de suas tradições seculares.
     A humanidade, que cada dia toma consciência da unidade dos valores humanos, considera as obras monumentais como um patrimônio comum, e se reconhece solidariamente responsável por sua salvaguarda frente às futuras gerações, às quais ela deve transmiti-lo com toda a riqueza de sua autenticidade” (CARTA de Veneza, 1964).

A Preservação do Patrimônio histórico e Cultural

A Preservação do Patrimônio histórico e Cultural


     Hoje em dia presenciamos o redescobrimento de valores patrimoniais e culturais, aprendendo a olhar para o patrimônio como uma parte de nossa e que valoriza a cultura, de algo que é o retrato de um passado histórico, e de manifestações culturais. Não é a busca de exótico, mas a forma de viver de um povo...
     A preservação do patrimônio histórico brasileiro se reveste desde o seu início, de interesses políticos de uma classe dominante. Com o objetivo de reafirmar uma identidade nacional foi criado, em 1936, o Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), que através do tombamento possibilita a proteção do patrimônio histórico.
     A criação do SPHAN surge com o Modernismo e do Estado Novo. O movimento Modernismo “representou um esforço de penetrar mais fundo na realidade brasileira” (BOSI, 1994, p. 332), buscava uma genuína identidade cultural brasileira despida do modelo europeu, e o Estado Getulista procura uma identidade nacional com a valorização do patrimônio histórico.
     “A ideologia vigente no Estado Novo apoiava-se no nacionalismo, o que resultou na legitimação do discurso dos modernistas sobre o patrimônio” (MELO, 1998, p. 24).
     “O Movimento Moderno da década de 20 teve uma grande influência no projeto político do SPHAN.    As idéias contidas nas várias obras literárias e artísticas dos modernistas são expressas pela visão crítica que contestava um Brasil europeizado, que não reconhecia o valor da cultura nacional.” (SILVA, 2004, p. 46).
     O “Moderno” passou a ser o modelo da época, e os modernistas defendiam a arquitetura colonial e o barroco brasileiro como expressão máxima da identidade cultural brasileira. Afirmavam, e hoje sabemos que suas opiniões são legitimas, pois valoriza a relações entre passado e futuro, servindo até para a formação da arquitetura moderna no Brasil.
     O barroco e as construções do período colonial acabaram sendo eclipsadas perante um modelo “importado” tomando formas de um estilo neoclássico, muito ao gosto da corte imperial brasileira, obra sem a devida autenticidade arquitetônica e distante do modelo português...
     Como podemos notar, a questão da preservação do patrimônio histórico sempre esteve ligada a interesses políticos e econômicos de uma determinada maioria, e do próprio Estado sempre a procura de recursos financeiros, para criar uma identidade cultural nacional e a uma determinada tematização. Um símbolo que fosse conhecido e valorizado não só nacionalmente, mas internacionalmente também, definindo o barroco para representar essa idéia.
     Obviamente outros aspectos culturais foram esquecidos: a s culturas dos negros e indígenas, notadamente reconhecidas pelos modernistas como a expressão máxima da cultura brasileira.