segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Museu da Imagem e do Som - Rio de Janeiro



Local: Centro - Rio de Janeiro - RJ

     O prédio foi construído em 1922 para servir de pavilhão da administração e depois do Distrito Federal, na exposição do Centenário da Independência, sendo hoje uma das poucas construções remanescentes daquele evento.
     Depois de passar por vários usos e mudanças na fachada, foi ocupado pelo recém criado museu em 1965, no qual possui uma rica coleção de fotografias do Rio de Janeiro, e um acervo sobre música popular brasileira. Passou por restaurações em 1990.

- Estilo de construção: Clássico

- Época: 1922

- Dados históricos: construído para a Exposição Internacional realizada por ocasião do Centenário da Independência do Brasil.

- Acervo: Reúne um milhão de peças entre fotografias, discos, filme, pinturas, scripts, descrevendo a trajetória da música popular brasileira dos anos 20 aos dias de hoje.

- Eventos: projeção de filmes e audições.

Iconografia:

- Augusto Malta: Rio Antigo

- Guilherme Santos: Rio Antigo

- Jurandir Noronha: Cinema

- Salviano Paiva: Cinema

- Personalidades: Nacionais e internacionais

- Partituras Musicais

- Hemeroteca

- Biblioteca

- Videoteca

Curiosidades:

O museu possui o piano que pertenceu a Ernesto Nazareth, que juntamente com Chiquinha Gonzaga e Joaquim Antonio Callado foram precursores do choro na virada do século.



História

Comício do candidato á prefeito de Osasco. Sr. Fuad Auada

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Manifestação em prol da emancipação de Osasco

Autonomistas e a Emancipação de Osasco



     Em 1944, Osasco passou de zona distrital para subdistrito da cidade de São Paulo. Era uma região industrial em emergente progresso, contribuindo anualmente com impostos no valor de três milhões de cruzeiros. Mas o retorno não vinha através de obras significativas que a prefeitura de São Paulo poderia fazer. Sendo assim um grupo de habitantes teve a idéia de se reunir para lutar em defesa do bairro de Osasco...
     A Sociedade Amigos de Osasco – SAO, travaria uma grande luta a favor da Autonomia Político-Administrativa de Osasco, trabalho feito através da distribuição de panfletos, reuniões e palestras.
     No dia 19.02.1952 a Sociedade Amigos de Osasco realizou uma reunião no Cinema Osasco.
Passa então existir o clima de guerra, duas forças antagônicas: a turma a favor e a do contra.
     A eleição acontece em 1953 O “SIM” perdeu por uma pequena diferença de 145 votos e, provavelmente, o resultado fora fraudado em virtude das urnas eleitorais terem ficado no cartório local, que era o reduto da turma do “Não”.
     O movimento autonomista foi alçado em assembléia realizada no clube Floresta, em 13.12.1957, sendo decidido que a SADO seria responsável pela documentação a ser enviada até o fim de abril de 1958, à Assembléia Legislativa.
     As eleições marcadas para 10.04.1959 foram suspensas pelo Supremo Superior Tribunal Eleitoral que anulou a lei criadora do município.
     Em 11.11.1959, o órgão eleitoral, pelo voto de desempate do presidente, indeferiu o pedido daquela agremiação, alegando que persistia a decisão do STF o qual declarou nula a Lei 5.121.
     Os autonomistas recorreram ao TSE, que em pronunciamento de 07.06.1961, reconheceu os feitos da lei estadual que concedeu a emancipação e promoveu o desmembramento de Osasco da capital.
     Declarando sem efeito a decisão do TER que considerava necessária a realização de novo plebiscito, na mesma data ordenou ao TER à marcação das eleições. Foi então, fixado para o dia 07.01.62 para o pleito.
     O prefeito de São Paulo, Prestes Maia, recorreu ao TSE no dia 15 de novembro.
     Como o Tribunal não tomou conhecimento do recurso, o chefe do Executivo Paulistano requereu “reclamação regimental” ao Supremo. A liminar foi concedida.
     Na madrugada do dia 07 (dia da eleição) o TER suspendeu a eleição. O descontentamento foi geral em Osasco.
     Pela manhã houve o início de um comício com faixas e cartazes para o enterro do STF.
     No mesmo dia uma caravana seguiu em direção ao Museu do Ipiranga, trazendo de lá a chama da pira do altar da pátria, que por sua vez ficaria acesa no largo da estação Osasco, até que fossem realizadas as eleições.
     As eleições foram realizadas em 04.02.62 e os resultados apontaram para prefeito o advogado Hirant Sanazar.
     A diplomação ocorreu no dia 07 de 02.62 e a posse do primeiro prefeito e vereadores no dia 19.02.62.


A Pira que ficou acesa no Largo de Osasco


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Estação Osasco - 1994

A Estação de trens de Osasco em 1994, foto de José Luiz Alves de Oliveira

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dom Agnelo Rossi

Dom Agnelo Rossi, recebendo o titulo de cidadão osasquense, na igreja matriz em construção. Hoje Catedral de Sto. Antonio - Osasco. 1970
Foi a segunda solenidade externa da Câmara municipal.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Bairro do Mutinga

Bairro do Mutinga



O sitio Mutinga pertenceu primitivamente a Dona Maria Leite de Barros e Ignácio Correa de Lemos, por concessão do Diretor do Aldeiamento de Indios de Pinheiros.

Em 1803 foi vendido a Ignácio Correa de Lemos, que vendeu em 1834 á Domiciano Zacharias, reservando para si mesmo o local de sua moradia e dois quintais, a que acabou sendo denominada de sitio da Vargem.

Falecendo Domiciano Zacharias, o mesmo passou em partes iguais para os herdeiros: Jeremias, Britibaldo, Joana e Emilia.

Britibaldo e Jeremias faleceram, e suas respectivas partes foram para suas irmãs Emilia e Joana, casadas com Henrique José de Camargo e Alexandre José de Siqueira.

Por escritura de divisão amigável feita em 1878, o sitio foi dividido, Siqueira ficou com a parte de cima (denominado Itahym ou Cachoeirinha), Camargo com a parte debaixo, próxima ao rio Tietê. Este ficou com o nome de Mutinga.

Henrique José de Camargo morreu em 1913 e o sitio foi partilhado entre os herdeiros: a viúva Emilia Zacharias de Camargo, Abigail de Camargo (casada); Maria de Camargo (casada ); Isabel de Camargo (casada); Ana de Camargo (casada); Raphaela de Camargo (casada); Felicia de Camargo (casada); Leonor de Camargo (casada); Margarida de Camargo (solteira); José Augusto de Camargo (casado); Misael Zacharias de Camargo (casado); Jeremias Propheta de Camargo (falecido antes do inventário, casado com Anna Ferreira, também falecida, e representada pelos filhos: Izabel de Camargo; Genésio de Camargo; João de Camargo; Maria de Camargo; Dolores de Camargo; Amélia de Camargo.

Christovão de Camargo, (casado); Joaquim Octaviano de Camargo (casado); Belisario Zacharias de Camargo, (casado); Laurindo Roque de Camargo, (casado com); João Baptista de Camargo, (casado).

Antes de falecer, Henrique José de Camargo fez um testamento, deixando para seus filhos Laurindo Roque de Camargo e a irmã Maria Margarida Abdias de Camargo, uma parte da propriedade.

Em 10.08.1909, Henrique José de Camargo e esposa, doaram ao menor Joaquim Domingos de Camargo, dois alqueires de terras na fazenda Mutinga.

O primeiro a vender terras foi a viúva, Emilia Zacharias de Camargo em 21 de março de 1917, para James Chester Baggot

Com o passar dos anos, a terras foram vendidas, e dividindo-se cada vez mais.

Colégio Misericórdia - Osasco

O Colégio Nossa Senhora de Misericórdia, inaugurado em 1943, através dos trabalhos das reverendas Úrsula Carew, Maria Éster Martins, Maria Celeste Ortiz Patto e Maria Silvia Lopes. Com o nome oficial de Escola de 1º e 2º graus Nossa Senhora da Misericórdia, e dirigido pela irmã Francisca Gralato, o colégio ministra aulas em dois períodos diários, manha e tarde, podendo hoje oferecer os cursos de Pré-escola, 1ª a 8ª séries, Magistério, com especialização em Pré-escola, e laboratório em análises químicas para mais de 2000 alunos matriculados. Em 1991, a escola inaugurou seu último prédio, o Ginásio de esportes, que tem capacidade para 600 pessoas.

Um pouco de história
Em 1943, na inauguração da pequena unidade, após a benção e discursos de vários convidados de honra, dentre eles, o arcebispo de São Paulo José Gaspar de Afonseca e Silva, uma das colaboradoras e amigas da escola, Alzira Junqueira do Val, doou dez contos de réis, grande quantia em dinheiro para a época.
A princípio, o Misericórdia atenderia a Escola Primária e Escola Profissional, porém como as obras do colégio ainda estavam inacabadas, foi iniciado o programa escolar apenas com o curso primário, contando com cerca de 76 alunos matriculados. As obras só foram terminadas em 1944, um ano depois de sua inauguração, passando então a matricular alunos para o curso profissional, com duração de 3 anos.
A primeira grande perda para aconteceu em 1945, quando a reverenda Esther pinto Martins, submetida a uma intervenção cirúrgica, veio a falecer.
Na 1ª quinzena de Outubro de 1951, foi realizada a inspeção às dependias da escola, tendo como objetivo a fundação do curso ginasial, em lugar do profissional. Passando pela fase da aprovação, no mesmo ano, o Misericórdia atendia 23 alunas do recém-implantado programa. Daí para frente, o tradicional colégio só progrediu. Em 55, passou a ter também em seu quadro letivo, alunas do curso Magistério. As primeiras professoras formadas pelo curso do Misericórdia receberam os diplomas em 57.
A pedra fundamental do salão nobre do colégio foi lançada em 14 de dezembro de 1957, na presença do reverendo Nazareno, que oficializou a cerimônia, seguido de Leonardo de Carlo, presidente da comissão pró-construção do salão, obra esta, concluída em 1959.
Ampliando seu atendimento, no período de 75 a 78, funcionaram no colégio os cursos técnicos de Secretariado, Química e supletivos de 1º e 2ª graus. A partir de 75, foi instalado também no diurno, o curso colegial de Auxiliar de laboratório de Análises Químicas e pré-escola, que surgiu em substituição ao antigo curso infantil, ou pré-primário.